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domingo, 25 de março de 2012

Informação : Plano Estratégico para Epilepsia.

Na 51a Reunião do Conselho Diretor da Organização Panamerica de Saúde em Washington-DC USA foi aprovado o Plano Estratégico para Epilepsia a ser adotado pelos Estados Membros. Consiste em 4 áreas estratégicas:
Área estratégica 1: Programas e legislação para a atenção às pessoas com epilepsia e proteção de seus direitos humanos.
Área estratégica 2: Rede de serviço de saúde para a atenção às pessoas com epilepsia, com ênfase na atenção primária à saúde e na provisão de fármacos.
Área estratégica 3: Educação e conscientização da população, inclusive das pessoas com epilepsia e suas famílias.
Área estratégica 4: Fortalecimento da capacidade para produzir, avaliar e usar as informações sobre a epilepsia.
Área estratégica 1: Programas e legislação para a atenção às pessoas com epilepsia e proteção de seus direitos humanos.
Objetivo 1.1: Dispor de programas nacionais de atenção à epilepsia.
Objetivo 1.2: Atualizar a legislação dos países quanto à epilepsia, em conformidade com as normas e padrões internacionais de direitos humanos.
Objetivo 1.3: Dispor dos recursos financeiros e humanos necessários para a execução de programas nacionais de atenção à epilepsia.
Objetivo 1.4: Criar e fortalecer as alianças do setor da saúde com outros setores e atores-chave, inclusive o setor privado.
Área estratégica 2: Rede de serviço de saúde para a atenção às pessoas com epilepsia, com ênfase na atenção primária à saúde e na provisão de fármacos.
Objetivo 2.1: Executar um pacote de intervenções essenciais para pessoas com epilepsia dentro da atenção primária à saúde, assegurando o acesso aos medicamentos básicos e à educação para o autocuidado.
Objetivo 2.2: Organizar a rede de serviços de neurologia e saúde mental para as pessoas com epilepsia nos níveis secundário e terciário.
Objetivo 2.3: Estabelecer um programa de reabilitação para pessoas com epilepsia.
Objetivo 2.4: Capacitar os profissionais da atenção primária à saúde a fim de melhorar suas competências para detectar e tratar a epilepsia.
Área estratégica 3: Educação e conscientização da população, inclusive das pessoas com epilepsia e suas famílias.
Objetivo 3.1: Aumentar o conhecimento sobre a epilepsia entre a população e as próprias pessoas que têm o transtorno e suas famílias, bem como melhorar o apoio comunitário.
Objetivo 3.2: Incorporar o componente de promoção da saúde e prevenção da epilepsia nos programas nacionais de atenção à epilepsia.
Objetivo 3.3: Reduzir o estigma, a discriminação e a exclusão social que cerca as pessoas com epilepsia.
Área estratégica 4: Fortalecimento da capacidade para produzir, avaliar e usar as informações sobre a epilepsia.
Objetivo 4.1: Melhorar os sistemas nacionais de informação, assegurando a reunião e a análise regular de dados básicos sobre a epilepsia.
Objetivo 4.2: Fortalecer a pesquisa no campo da epilepsia de acordo com as necessidades de todos os países e os recursos disponíveis.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O QUE É EPILEPSIA?II

Hoje, trouxe um vídeo informativo que complementa o assunto anterior.
Porém, preste atenção, pois ter uma convulsão por beber demais, consumo excessivo de drogas, febre alta entre outros motivos citados no vídeo, não quer dizer que a pessoa seja epilética, pois há convulsões isoladas.
O que causa a epilepsia é desequilíbrio dos neurotransmissores, pode ser causado também por traumas no cérebro, ou alguma doença que atinja o sistema cerebral, ou seja, qualquer fator que possa lesar o sistema nervoso. (que pode incluir consumo excessivo de álcool ou drogas também). Mas para saber se essas convulsões são epilepsias é necessário que procure um médico. Geralmente é considerado epilepsia quando se tem mais de uma crise.

http://www.youtube.com/watch?v=dxi0bmJM7xE

Caso você conheça alguém que teve alguma convulsão, diga que é preciso procurar um médico.
A próxima postagem será sobre como ajudar uma pessoa no momento de uma crise, é um vídeo bem interessante, até a próxima postagem!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

IMPORTANTE SABER!

As luminárias em discotecas com fortes luzes piscando ou até mesmo com baixa luminosidade, fleches em TV, máquina fotográfica que a luz pisca várias vezes, pode desencadear uma crise.
Outras coisas são, noites mal dormidas, excesso de nervosismo ou ansiedade, consumo de álcool, e qualquer outro tipo de drogas, podem causar convulsões.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O QUE É EPILEPSIA?

         A Epilepsia é um distúrbio na atividade elétrica do cérebro, é como se o nosso cérebro tivesse vários fios (neurotransmissores) e quando um produz uma atividade intensa e esbarra no outro entra em curto circuito, ou seja, ocorre as convulsões com pequenos espasmos ou com perda total da consciência, fazendo com que a pessoa saia ''fora do ar''. Mas ter uma convulsão isolada, pode não ser epilepsia, só é epilepsia quando existem convulsões recorrentes e que não estão relacionadas a febres.

*A revisão mais recente das classificações e terminologia da epilepsia, aprovadas em 2001 pela International League Against Epilepsy (ILAE) divide os tipos de crises em:
• auto-limitadas: as que terminam de modo espontâneo após um período relativamente curto, ou seja, de um a cinco minutos,
• contínuas: tradicionalmente definidas como as que se prolongam por mais de 30 minutos.
A ILAE divide ainda as crises auto-limitadas em duas categorias principais, em função da região do seu desenvolvimento:
• crises parciais: têm origem numa área específica do cérebro, não sendo, necessariamente, uma área pequena,
crises generalizadas: a origem das crises envolve, simultaneamente, os dois hemisférios do cérebro.
Quando a origem da crise ocorre numa zona circunscrita e, posteriormente, abrange todo o cérebro, designa-se por crise parcial com generalização secundária.

Habitualmente, as crises parciais subdividem-se ainda em:
• parciais simples: quando não ocorre perturbação da consciência,
• parciais complexas: quando ocorre perda ou perturbação da consciência.
As crises generalizadas incluem:
• ausências ou crises de pequeno mal: caracterizam-se por um lapso súbito de resposta tão fugaz (normalmente inferior a 10 segundos), que as pessoas em redor nem se apercebem da alteração,
• crises mioclónicas: caracterizam-se por contrações musculares súbitas e curtas, provocando um ou mais abalos que perduram durante três a 10 segundos. Estão freqüentemente associadas a perturbações metabólicas, doenças degenerativas do sistema nervoso ou a lesão cerebral devido à falta de oxigênio,
• crises atônicas: caracterizam-se por perda súbita do tônus muscular, com a duração habitual de um a dois segundos. Se forem de curta duração provocam apenas movimentos aversivos da cabeça, se foram mais demoradas originam a queda do doente,
• crises tónico-clónicas ou crises de grande mal: representam 23% de todas as crises e caracterizam-se por contrações intensas e repetitivas do corpo que podem durar até dois minutos.
       O início é geralmente abrupto. O doente torna-se mais rígido e cai no chão com os maxilares apertados (podendo morder a língua), perde o controlo da bexiga e/ou dos intestinos e a pele pode adquirir uma cor azulada devido à falta de oxigênio.
      Durante a fase crônica, os músculos contraem-se e relaxam repetidamente, originando movimentos de abalos nas extremidades.
      Gradualmente o doente recupera a consciência, mas para se sentir confuso, sonolento, com dores de cabeça e musculares.

domingo, 29 de janeiro de 2012

NOTÍCIAS : Anúncio da Citroën banido no Reino Unido por causar ataques de epilepsia


A Ofcom baniu o novo anúncio televisivo do Citroën DS4 depois de imagens da palavra Yes (Sim) ter causado um ataque de epilepsia.

Uma sequência do anúncio, com criatividade da Euro RSCG de Londres, apresenta uma sequência de imagens a preto e branco com a palavra Yes a surgir de forma intermitente no ecrã. Esta sequência gerou dez queixas de espectadores junto da Advertising Standards Authority (ASA), acusando o anúncio de causar sintomas associados à epilepsia, tendo, inclusive, provocado um ataque epiléptico num dos espectadores.

O anúncio, noticia o The Guardian, passou um teste chamado Harding Flash&Pattern Analyser, que visa assegurar que os anúncios não provocam ataques de epilepsia junto a pessoas sensíveis à luz. A empresa responsável pelo teste diz já ter ajustado o mesmo de modo a melhor detetar este tipo de problemas.

(http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO030771.html)



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


SEGUNDO O PAI DA MEDICINA, A EPILEPSIA É UMA DOENÇA DO CÉREBRO E NÃO DE ESPÍRITOS!

Voltando ao assunto anterior, vimos que a epilepsia passou por uma questionamento de ser uma doença espiritual, causada por espíritos malignos ou presença dos Deuses, mas tarde chegou até ser conhecida como a doença dos sábios, tem até uma lista de grandes personalidades que fizeram parte da história que eram epilépticos e que muitas pessoas não sabem, mas esse é o nosso próximo assunto.
Voltando a história de que a epilepsia era uma doença causada por espíritos bons ou ruins, trouxe a Hipócrates
(Cós, 460Tessália, 377 a.C.)o ''pai da medicina'' a idéia de buscar saber sobre uma ''doença sobrenatural'', que era o caso da epilepsia, então através de argumentos baseado nas teorias e suas pesquisas científicas, ele afirmou que a epilepsia era uma doença como qualquer outra, não havia nela nada de sobrenatural. Segundo Hipócrates, a epilepsia era uma disfunção do cérebro.Mesmo ele tendo afirmado que a epilepsia não era algo sobrenatural, a lenda de que a epilepsia era a doença dos espíritos, esteve e ainda está presente até hoje, pois como havia citado na postagen anterior, ainda existem pessoas que acreditam nisso e até eu já escutei alguém que me disse que eu tinha que ir benzer que era um encosto... hahaha, sei que não é um assunto para rir, mas a epilepsia é um distúrbio no cérebro e não um corpo possuído. Está claro isso?

Por que será que as pessoas acham que as celebridades são perfeitas?
Mas o que é realmente ser perfeito?
Eu aprendi que ser uma pessoa perfeita é aquela que possui apenas boas qualidades, uma pessoa sem defeito algum.
E o que é defeito?
É alguma coisa que tem de ''errado ''com a nossa aparência, com nossos modos, um deslize, ou até mesmo nossas fraquezas?
Agora responda-me, você conhece alguém perfeito assim?Uma pessoa que só tem boas qualidades, que não briga, não xinga, não se irrita com nada, não come bobagens, dorme e acorda na hora certa, nunca teve uma inveja mesmo que boa, que está sempre contente com tudo e não reclama nem que o dia está quente ou frio demais...
Você conhece? Acredito em Deus e que ele é o único que poderia responder tal questão, pois eu, não encontrei com essa pessoa perfeita ainda.
As celebridades são pessoas ''normais'' e não personagens, elas tem problemas com a família, com o trabalho, e com também com a saúde.Mas ter um problema seja ele qual for não é um defeito da pessoa.
Essa idéia de achar que a pessoa não é normal porque tem uma doença e que ''essas doença é um defeito'' é puro preconceito, pois somos todos normais, doentes ou não, todos nos temos uma limitação na vida, alguns abusam e não temem as conseqüências e outros tem precauções e sabem que podem sim,viver muito bem com esses limites.
Como qualquer ser humano, as celebridades tem problemas de saúde e isso inclui o nosso tema, a epilepsia. Vejamos agora algumas personalidades que tiveram ou tem epilepsia:
Alexandre, O Grande; Rei da Macedônia.
Alfred Nobel; químico e inventor sueco,criador do prêmio Nobel.
Fiodor Dostoiévsk; escritor russo, autor de ''Crime e Castigo e Irmãos Karamazov''. Dostoiévisk teve crises dos 25 aos 60 anos de idade."sim, eu tenho a doença das quedas, a qual não é vergonha para ninguém. E a doença das quedas não impede a vida".
Gustave Flaubert; escritor francês, autor de Madame Bovary, passou a ter crises aos 22 anos de idade.
Tchaikovsky; escritor russo, autor de Lagos dos Cisnes e Quebra Nozes.
Lord Byron; romancista francês, autor de Don Juan e Peregrinação de Childe Harold.
Machado de Assis; escritor brasileiro, autor de Dom Casmurro, ele não gostava de falar sobre esse assunto e escondia que tinha epilepsia.
Leon Tolstói; escritor russo,autor de Guerra e Paz e Anna Karenina.
Edgar Allan Poe; escritor,poeta, crítico literário americano, autor de O Corvo.
Joana D'arc; heroína francesa que foi queimada viva, 500 anos depois ela foi canonizada, há suposições que ela sofria de epilepsia, pois ela tinha crises e achavam que era bruxaria.
Napoleão Bonapart;imperador francês. "Gemia e babava, tinha uma espécie de convulsão que cessava ao cabo de um quarto de hora…" (testemunho de Talleyrand, ano de 1805, um dos que atestam que o imperador sofria, desde jovem, de epilepsia)
D. Pedro I, imperador do Brasil.
Ian Curtis; vocalista da banda inglesa Joy Division, teve epilepsia aos 22 anos, e com a exitação dos shows passou a ter crises no palco, supõe-se que a causa da sua depressão foi por causa da doença e isso o levou ao suicídio.
Neil Young; roqueiro canadense.
Eric Clapton;guitarrista, cantor e compositor britânico, autor da música Tears in Heaven.
Danny Glover; ator americano teve epilepsia dos 15 aos 35 anos de idade.
Tenho certeza que você que viu esta lista agora deve ter pensado: ''Nossa eu não sabia que o escritor fulano ou o cantor beltrano tinha epilepsia. '' Estou certa? Você conseguiu perceber que mesmo em épocas diferentes, essas personalidades viveram com a epilepsia e que cada um teve uma maneira diferente de encará-la? Uns conseguiram e outros não,uns assumiram e outros esconderam, mas todos tiveram que buscar meios para conviver, tirando o Ian Curtis que chegava a passar dos limites em seus shows e a cada crise que tinha fez com que entrasse em depressão e com isso acabou tirando a própria vida. Infelizmente ele deixou-se levar por fraqueza.
Um dos meus objetivos neste blog, é discutir a epilepsia e mostrar que as pessoas podem sim viver, sem a idéia fixa de que é impossível eu fazer isso ou aquilo, e que não há nenhum problema em assumir a epilepsia e que as pessoas não são tão perfeitas que não podem nos aceitar, ‘’ Ninguém é melhor que outro e nem pior’’, Lembre-se sempre disso!

domingo, 2 de outubro de 2011

A EPILEPSIA NA HISTÓRIA.

Como havia citado na postagem anterior, a epilepsia foi vista como uma doença espiritual, tanto demoníaca como Sagrada. Irei contar agora a história da epilepsia entre os povos:
*Os
gregos acreditavam que a epilepsia era uma presença Divina, que ninguém além de Deus, poderia possuir uma pessoa.
*Os
romanos achavam que a pessoa era possuída pelos Deuses, que poderiam estar zangados ou que queriam dizer-lhes algo.
*Para os
hebreus cuspir em uma pessoa que estava tendo um ataque epilético, fazia com que o demônio saísse do corpo.
*A cultura
greco-romana,pensava que a lua exercia influências sobre as pessoas e isso provocavam as crises.
*Os
árabes também acreditavam na força da lua, no entanto uma criança que fosse concebida ou nascesse na Lua Cheia , poderia ser uma pessoa epilética.
Esse pensamento sobre a influência da lua, passou a exercer um fantasia de que o epilético era uma ''pessoa lunática'' e para os que acreditavam que era uma força demoníaca denominaram de ''maníacos''.
Toda esses mitos ou lendas, fazem parte da história da epilepsia e acreditem,ainda existem povos que acreditam e que não deixam as roupas dos bebês secarem durante a noite, para os bebes não contraírem a doença ou que há uma presença espiritual que persegue a pessoa e que para a cura só o exorcismo ou feitiçarias. Durante muito tempo o exorcismo foi utilizado pela igreja para ajudar as pessoas que acreditavam que realmente a epilepsia era uma doença do mal.Por isso, acho importante contar-lhes a história até chegarmos ao ponto principal que é esclarecer que a epilepsia é uma doença do cérebro, mas este assunto será discutido na próxima postagem.